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Vã Idade

Gaveta para texto típicos da idade: (va)idade, (in)genuidade, (in)felicidade, (i)maturidade e...

Gaveta para texto típicos da idade: (va)idade, (in)genuidade, (in)felicidade, (i)maturidade e...

Vã Idade

24
Fev20

Dependência Vício Jogo Galgos Petição

Vera Tecla

Algum colega 🐸   pode escrever sobre a Petição dos Galgos?

Vi que há uma petição nas notícias do sapo 🐸: 

peticao-pelo-fim-das-corridas-de-galgos-ja-tem-mais-de-18-mil-assinaturas/

Depois pensei "eu assinaria, mas pela internet uma pessoa nunca sabe...Será que isto ajuda alguma coisa? Ou me prejudica? Como é que eu sei que não é uma falcatrua?"

< ...interrupção para vários pensamentos e tarefas...entrada no metro... >

Claro! Vou ao site da tal Kate e procuro pela Petição!!!
"Génia"!!! 😂

Mas a Petição não está à vista...

Entao pesquiso por "Petição" e lá encontro... (ufa!!! isto de T.I.'s põe-me K.O.):

https://www.katefriends.org

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Let's do this!

Se alguém fizer alguma coisa e for parar aos destaques eu assino a Petição...com mais fé!

Há alguma alma inspirada por aí?
Vossa amiga

23
Dez19

E por que o Natal é festa de Família... Love U, Love U Not

Vera Tecla

Queridas Mães e queridos Pais

E por que o Natal é festa de família...convém lembrar que é na família que ocorrem as mais vis agressões a bebés e crianças, mas também a adultos e seniores. (Vão viajar com a familia, para outras familias?)

Não estou a pensar só nas agressões de ordem sexual - como bem ilustra a  notícia de hoje, com a leitura da sentença do tio e o pai/padastro pedófilos de Águeda perpetada a bebés e crianças da própria familia.

Penso também noutro tipo de agressões mais "toleradas" como espancamentos, humilhações verbais, tortura psicológica, abandono e negligência.

Palavras difíceis para: murros, pontapés, gritos, insultos, ameaças, indiferença e "uns dias gosto de ti, e outros dias não gosto".

Estou aqui para lembrar que essa situação não vai parar. Não vai melhorar.

Na realidade, só tende a piorar.

E quanto mais escondida, pior vai ficar.

Ninguém vai fazer magia por vocês e resolver tudo. Não é assim que funciona. Lamento.

Não quero empurar ninguém a fazer o que não quer ou não consegue.

Tome o seu tempo. Tomem o vosso tempo.

E assim que conseguirem, comecem a pedir ajuda e criem um plano de escape.

Às vezes, só quando reconhecemos e aceitamos que estamos numa situação inaceitável é que conseguimos dar o primeiro passo. Coragem!

E nem sempre temos ajuda ou compreensão dos nossos próprios pais. Não fique dependente disso.

É muito frequente os pais não ajudarem. E até sabotarem inicialmente.

Não gaste energia a convencer quem não a/o quer ouvir. Pois também eles vivem na fantasia da « família feliz » e não querem acreditar que ela não existe e que afinal se trata de uma « família-pesadelo ».

Ou se calhar não querem problemas para o lado deles. Quem sabe?

A vida é injusta. Já o sabemos.

Sugiro que adicione, se for o caso, os números úteis ao seu telemóvel: os de denúncia e os de desabafo anónimo.

Podem dar jeito numa crise.

Bom, e agora deixa-me cá continuar a tratar da minha família...não vá o diabo tecê-las. (não acontece só aos outros.)

Estou convosco aqui e em espírito. Tudo de bom! 

 

Os serviços da APAV são GRATUITOS e CONFIDENCIAIS.
 
  • Chamada Gratuita - 116006  -  Linha de Apoio à Vítima. Dias úteis das 09H-21H
  • SKYPE: apav_lav
  • Linha Internet Segura: 800 219 090   [Denuncia de Conteúdos Ilegais]
 

112 - é o Número Unico Europeu de Emergência da União Europeia.  A chamada para o 112 é atendida de imediato pelos centros de emergência que acionam os sistemas médico, policial e de incêndio, consoante a situação verificada.

 

Leituras recomendadas:

https://apav.pt/apav_v3/index.php/pt/

No site da APAV, na barra do lado direito, têm informação por tipo de crime:
  • [crianças e jovens vítimas de violência sexual]
  • [cibercrime]
  • [Violência Doméstica entre pessoas do mesmo sexo é crime]
  • [Levar o Stalking* a sério. *Stalking é assédio persistente]
  • etc
  • Também há apoio para Surdos (com Liguagem Gestual)

      Felizmente, há muita informação. Muito interessante.!!! 

https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/criou-uma-rede-de-pedofilia-e-pornografia-infantil-a-partir-de-um-ferro-velho-em-agueda-hoje-conhece-a-sentenca

 

09
Dez19

Homem-Bicho e Mulher-Objeto...

Vera Tecla

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fonte: aljazeera

Encontro-me num ponto de escolha.

Não sei o que farei...

Na minha etapa anterior percebi que muitos homens instrumentalizam mulheres e as convertem em mulheres-objeto

Outras mulheres, pelos seus percursos e sua natureza, terão outras opções.

Mas no meu caso pessoal, eu só vejo uma saída: sinto-me a ser empurrada para o caminho das mulheres que odeiam o bicho homem.

Eu não quero ir por aí.

Só que não está a ser fácil. Acabo de ver a noticia do SAPO:  

Exército japonês pediu uma escrava sexual para cada 70 soldados durante II Guerra Mundial

E digo "ver" porque não consigo ler mais do que o título e as primeiras linhas.

Fico logo sem energia. Quero continuar a ler mas não consigo.

Acho que há um desmaio interior. Falham-me as pernas do espírito.

Nestas alturas tenho pena de não ser homossexual. Muita pena mesmo.

Associava os japoneses à honra, às coisas sublimes, à retidão. Sai-me um "pelo menos pediram...outros nem isso".

“Que disparate, Vera!  Estás na fase de negociação, é? Não é negociável!”

Enfim...Sei que não estou sozinha nisto. Outras mulheres antes de mim já estiveram aqui. Neste ponto de escolha.

Que caminho terão escolhido?

Eu luto por manter viva na minha memória as histórias de homens de H grande.

Luto por encontra-los, vivos ou mortos, para não me esquecer de que também existem Homens com coração. Homens que são mais do que meras... pilas-ambulantes

(desculpem o termo...) envergonhada.JPG

 

 

Leitura sugerida:

VISAO | Entrevista Isabel Ventura: “Não vamos infantilizar homens e mulheres, achando que os homens, coitados, não percebem a diferença entre assédio e sedução”

31
Out19

Quem procura sempre encontra o que NÃO quer!

Vera Tecla

IMG_2274.PNG

Imagem: the new york times 

Convenci-me de que tinha encontrado quem me iria conseguir esclarecer sobre a RAIVA.

De entre outras palestras interessantes, eu tinha começado a estudar o "Don't bite the hook" da Pema Chodron, que me pareceu muito aprofundado e consistente.

Acabo de ver a entrevista da Oprah à Pema Chodron, a propósito do seu novo livro.

Fiquei a saber que a Pema, há 15 anos atrás, tendo recebido um (pedido de ajuda) queixa de violação de uma jovem de um centro de meditação budista, terá IGNORADO a queixa e respondido:

"I don't believe you. And if it is true, I suspect you were into it."

[tradução: "Eu não acredito em ti. E se é verdade, eu acho que foi porque tu também quiseste."]

Oh Pema!                        

Partiste-me o coração.

Como é possivel teres sido tão cega? Tão fria? Tão brutal?

Depois da primeira violência sobre a vítima, tu foste a segunda a violenta-la.

Com a tua desproteção e descrença.

Com as tuas palavras!

Como, de resto, tantas vezes acontece nestas situações...

Estou zangada contigo. Desolada. Desiludida.

Tão triste.

Num segundo momento da entrevista, dirigiste o teu discurso para como é errado rotular-se e diabolizar-se alguém, pois tudo é impermanente e as pessoas mudam.

Será?    O Universo tem Constantes...

Disponibilizaste-te para falar com a vítima, 15 anos depois. Mas fico com a sensação que foi puro cumprimento de um dever moral. Desprovido, contudo de arrependimento genuíno. Quase como se lhe estivesses a fazer...um favor.

Por que na realidade, tu não queres acreditar que o velho que tu conheces desde jovem seja o abusador que efetivamente é.  Estás em negação? Assim, parece.

Não queres acreditar que te enganaste. Que aquele homem “divino”, “reincarnaçao de homens sábios”, tenha de fato sido capaz de fazer mal a alguém.

No fundo, acreditas que... a culpa é delas. Que elas é que o provocaram. E que depois...sabe-se lá a troco de que vantagens, se quiseram ir queixar.

E isto é o que assisto também, no discurso de muitas mulheres diferenciadas aqui em Portugal.

Pema, com tanta meditação já deverias ser mais elevada nas tuas ações. 

Escrever e fazer palestras é fácil.

Mas o propósito da vida que escolheste seria demonstrar que a prática da meditação permite aceder a um lugar de maior clareza mental.

A partir do qual podemos exercer as nossas escolhas, em verdadeira liberdade. Em vez de re-agir apenas, em modo automatico, ir-refletidamente.

Tu escolheste, em verdadeira liberdade, rejeitar um pedido de ajuda de uma mulher?

Tu escolheste, em verdadeira liberdade, acreditar que ele (o filho do teu amigo) vai mudar?

Pois eu vi-te a não ouvir. A não querer ouvir, mais uma vez.

E só te calaste e reconheceste que não estavas a ouvir porque a Oprah, também ela vítima de abuso, to fez notar.

Fez-te notar que agora não é tempo de andar a fazer festinhas no agressor, coitadinho.

Mas de cuidar das VÍTIMAS, porra!

Quais religião, quais meditação, quais iluminação.

É a lei do mais forte!

 

Oprah's interview:   https://youtu.be/d8_ZKUQFFMg

 

https://www.nytimes.com/2018/07/11/nyregion/shambhala-sexual-misconduct.html

https://m.facebook.com/Shambhala.org/posts/the-kalapa-council-would-like-to-share-an-important-message-with-the-worldwide-s/1999897840264640/

https://www.lionsroar.com/kusung-letter-sakyong-mipham-abuse-misconduct/

https://www.lionsroar.com/pema-chodron-apologizes-for-dismissing-allegation-of-sexual-assault-from-young-woman/

Leitura sugerida:

VISAO | Entrevista Isabel Ventura: “Não vamos infantilizar homens e mulheres, achando que os homens, coitados, não percebem a diferença entre assédio e sedução”

 

19
Set19

Boas Vindas Caloiros

Vera Tecla

Parabéns! Entraste na Faculade. 

No próximo ano, são vocês a receber os caloiros... Como é que vai ser?

Vou adorar saber que, os estudantes do 2º ano, que valorizam os direitos humanos e as relações saudáveis, positivas e de respeito entre pares, se começam a organizar para fazer uma receção alternativa à tradicional.

E criam uma "tradição" mais interessante. Menos decadente.

Detesto ver praxes. E tenho o azar de estar sempre a esbarrar nelas.

Os tipos não estudam. Praxam. E deixam-se praxar. Várias vezes por ano. 

As praxes têm vários propósitos.

Na minha ótica, servem os instintos mais básicos e menos nobres dos seres humanos.

Dão uma pseudo-"autoridade" a uns "nabos": os Senhores Praxadores e as Senhoras Praxadoras.

(São fáceis de identificar, porque andam vestidos como agentes funerários.)

E aos praxados, dá-lhes a oportunidade de se deixarem espezinhar e humilhar... de graça!?!

Estas relações de poder e submissão desgostam-me. 

Imagino-me chegar a um país estrangeiro para ir estudar e apanhar com...uma praxe à portuguesa!

Acharia patético e primitivo.

Acredito que vocês, caros caloiros, vão ser capazes de criar uma receção de boas vindas alternativa para os vossos futuros caloiros.

Talvez em menor escala, mas bem mais simpática, acolhente e divertida. Ao mesmo tempo que promovem a integração dos novos alunos e trabalham em equipa com os vossos pares do 2º ano.

Não se deixem abater pela mediocridade da carneirada à vossa volta.

Há mais pessoas que valorizam as relações de dignidade e de respeito mútuo, como vocês.  Encontrem-nas!

Rompam com a "tradição" e criem uma nova.

Entrar na faculdade é um marco!

É uma alegria! E merece ser celebrado com uma festa.

Muitos parabéns! 

Leituras sugeridas:                                                                              

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