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Vã Idade

Gaveta para texto típicos da idade: (va)idade, (in)genuidade, (in)felicidade, (i)maturidade e...

Gaveta para texto típicos da idade: (va)idade, (in)genuidade, (in)felicidade, (i)maturidade e...

Vã Idade

27
Nov19

Quem tu (realmente) és...

Vera Tecla

Atualmente

Sou TE KÁ

O Demónio da Terra e do Fogo

A quem roubaram o

Coração de TE FITI.

Te_Ka_em_Vaiana.jpg

Mas suspeito que não sou a única TE KÁ que anda à solta por aí.

 

Isto é

Para ti

Que andas zangada

Com o Mundo

Porque te roubaram

O Coração.

Para que saibas
Que também eu sei
Quem tu realmente és.

TeKA.gif

E a ti Vaiana,

o meu muito, muito, muito obrigada!

Só tu me podias fazer entender-me tão bem assim.

♥️

Vera TE KÁ

 

~o~~o~~

Musica especial para ti:

Disney pt | Quem tu és

e outras referências:

O Mirante | Sara Madeira é a voz cantada de Vaiana

Wikipedia | Vaiana, 

“Em Portugal, Luz Fonseca nos diálogos e Sara Madeira nas canções.”

26
Nov19

A Coragem de Deixar de Fumar

Vera Tecla

Quando vou à lista das minhas conquistas, o meu "topo do Everest" é o ter deixado de fumar a 20 de abril 2013. Estou programada para recordar aquela data como o dia em que saí de uma prisão. O dia da minha libertação!

E assim é! É uma memória que me traz muito orgulho. Me põe um sorriso nos lábios. E à qual recorro nos dias menos bons.

A sensação de deixar de fumar foi a de voltar a ser eu, novamente.

Não me interessa que esta escolha me traga mais anos de vida. Eu não quero viver muito. Mas quero viver bem, em liberdade e com qualidade de vida o tempo que for. E como fumadora eu não tinha qualidade de vida. 

Um dos motivos que me levou a deixar de fumar   foi o aperceber-me de que eu era uma pessoa ansiosa. E que tabaco potenciava ainda mais o meu nervosismo. 

Também comecei a notar que no escritório, os poucos fumadores, eram os colegas mais nervosos

Eu não queria mais isso para mim. 

Pensar em deixar de fumar mete medo! E ainda dá mais vontade de fumar.

Mas, para os querem fazê-lo, recordo-vos que é possível

Que vale a pena!

E que, apesar de andarmos a enfiar a cabeça na areia para não ver... a verdade é que os medos só se ultrapassam quando os enfrentamos.

Há alguém que diz que "coragem é ter medo e ir na mesma". 

É o caso!

 

~~o~~o~~o~

P.S. -  Fui eu quem deixou de fumar e que continua sem fumar. Mas tive uma ajuda. Preciosa. Há quem não precise, e consiga sozinho!  

Mas eu vou agradecer-te para sempre Ria Slof 

És uma pessoa muito especial!

20
Nov19

Receber um pedido de desculpas...

Vera Tecla

Receber um pedido de desculpas sincero tem um poder curativo que funciona assim:

1 - sinto que a minha dor é reconhecida e validada pelo outro;

2 - isso faz com que, internamente, eu já não precise de gastar energia e recursos para alertar que me dói, lutar para me defender ou para atacar;

3 - fico com energia disponível para ver o agressor com outros olhos: rever o meu agressor à luz do seu arrependimento.

4 - construo uma versão actualizada, na minha mente, em que integro o últimos eventos, e dou novo entendimento às ações do outro, abrindo espaço à compreensão e formas aproximadas de perdão.

Mas isto raramente vai acontecer numa vida.

E quando nos acontece é tão forte que sabemos que está a acontecer.

O que eu não sabia é que podia acontecer por via indireta...

Quando escrevi o “Quem procura sempre encontra o que NÃO quer!” , passado uns dias esse texto  teve um destaque no sapo opinião.

Esse destaque no sapo permitiu que eu sentisse a minha dor reconhecida e validada por terceiros imparciais.

Ou seja, não vinda de um terapeuta a quem eu estivesse a pagar. Não a um amigo ou familiar que preferisse dar-me razão.

Esse reconhecimento e validação idónea e imparcial, fez com que eu ficasse menos dura e mais tolerante. Que me dispusesse a revisitar todo o episódio novamente e verificasse até que ponto estava a ser justa.

Aí lembrei-me de uma palestra que vi com ela - a Pema Chodron - em que ela foi para dar apoio e voz a uma instituição que ajuda ex-gansters de Los Angeles (a “Homeboy Industries”) a conseguirem reintegração na “sociedade”.

Não sei, não fui investigar, até que ponto este interesse dela, neste tipo de comunidade é antigo, ou é recente. E se está, ou não, relacionado com a acusação feita ao amigo.

O facto é que, depois do destaque, vendo a minha dor validada, fui capaz de ser (ligeiramente) menos dura com a Pema Chodron. Revisitar o tema e atualiza-lo com novos dados na minha mente. E no meu coração.

E de sentir algum alívio, alguma leveza, típica destas fases em que se resolve alguma coisa cá dentro.

Foi uma sorte!

Raramente acontece na vida de todos os dias.

Ou então, sou eu que também quero arranjar desculpas para a Pema Chodron. Por não a querer perder, nem ao que ela me ensinou e poderia ensinar.

Vocês também fazem disto?

~o~~o~~o~

On cultivating Courage: an evening with Pema Chodron and Father Greg Boyle , de 23-06-2018.

 

15
Nov19

Ciência 🧬 e Futebol ⚽️

Vera Tecla

Qual é a semelhança entre Ciência e Futebol?

Pois a meu ver, nos últimos 50 anos, ambas deixaram de ser um “jogo” de amadores, apaixonados e aficionados, para passarem a ser uma “coisa” de massas.

Resultado: dopping, competição para obter fundos, desvio de fundos, compra de árbitros, de vitórias, de jogadores, plágio, psedo-ciência, fast-science e ciência-feita-à-medida da indústria.

Hoje o mundo produz “cientistas” e “futebolistas” em barda. O pessoal até paga a peso de ouro para ser Futebolista e Doctor in Philosophy.

A maioria tem lugar no desemprego qualificado mundial.

É um negócio como outro qualquer.

Uma pessoa que escreve por gosto sabe a chatice que deve ser escrever por obrigação. Ou fazer ciência por obrigação, ou jogar futebol por obrigação. Vai-se a...

Fala-se da FIFA e da revista Science ou Nature como se fossem entidades divinas.

A FIFA já deixou sair uns gases pouco divinos.

E as comunidades científicas também deviam pôr ordem na casa.

Estudei ciências. Em 20 anos acompanhei ao longe a geração de “cientistas” daquela fornada e dos cientistas que os lideraram.

Tirando um ou outro “Messi”... os outros não têm histórias bonitas para contar. 

Já caiu o mito da idoneidade das Igrejas várias e das Organizações Mundiais.

E a Ciência?

É o reduto dos Cérebros, dos Éticos e dos Respeitáveis?

Give me a break!

12
Nov19

Assar castanhas 🌰 na panela inox e resolver problemas

Vera Tecla

Olá Avó

Ontem aqui assaram-se as castanhas numa panela de aço inoxidável.

É bom ter poucas panelas. Sujam-se menos. Porque não existem! 

A panela das castanhas queimou e estava de molho desde ontem.

Por isso, hoje quando eu quis cozinhar não havia panela.

Fiquei a pensar...

A minha dúvida era entre tentar esfregar a panela para tirar o queimado (por que raio decidiu ele - com tanta segurança - que ia assar as castanhas na panela)...ou deixa-la ali para ele resolver o problema.

Os anos ensinaram-me que resolvermos os problemas criados pelos outros faz com que:

1 . achem que estamos a exagerar quando nos queixamos

2. e retira o interesse do outro em colaborar e em prevenir nova ocorrência.

Desde que deixei de me queixar por causa das pingas de vinho na toalha de mesa e lhe entreguei essa tarefa  tudo melhorou para mim: já não sou "a exagerada", já não fico zangada nem frustrada e a toalha fica sem nódoas. 

Caso contrário, ele resolve o problema.

Acho que também resulta melhor, porque suspeito que o cérebro humano é menos eficiente a resolver problemas quando está contrariado.

E muito mais criativo e eficaz quando só se quer livrar deles.

Tudo isto é um bocado injusto, porque ele faz imensa coisa. E até cozinhou as castanhas.

Ficaram boas. Um pouco cruas mas eu gosto assim. Achei curioso porque juntou vinho 🍷.

Pela minha experiência duas coisas podem acontecer: ou aquilo é mesmo dificil de sair e ele tem que comprar uma panela nova ou então ele vai-me surpreender com uma solução fácil do género pôr na maquina de lavar a loiça.

Até nisso fico a ganhar. Sempre posso aprender uma coisa nova.

E ele também. Creio que da próxima vez já vai querer faze-las no forno! 😁

Eh, eh...

Beijinhos,

Vera

12
Nov19

É preciso sorte com a Aldeia

Vera Tecla

Há momentos na vida que nos recordam como somos apenas um grão de pó neste vasto universo.

Nos momentos difíceis, se deixarmos o Universo decidir ganhará sempre...o grão mais forte.

Não é por acaso, que entre os maiores agressores estão os próprios familiares. E deve ser por isso que há grãos de pó que preferem a solidão.

Sentem-se mais protegidos. Mas não estão...

E é aí que se vê o valor da Aldeia.

Há outros grãos que se sentem invulneráveis mas também não o são. Pedem que cada um trate de si!

Até que chega o dia...em que se servem da Aldeia.

A Aldeia é feita de nuvens destes grãos de pó estelar. São nuvens imperfeitas. Irregulares. Instantâneas.

A Aldeia somos todos nós.

E é preciso toda uma Aldeia para educar um recém-nascido com “sorte”.

Créditos Finais

Obrigada à progenitora sem-abrigo que o gerou saudável, abrigou e alimentou durante 40 semanas.

E aos aldeãos que, sem o saber, a ajudaram nesse período.

Aos aldeãos que não entendem porque o bebé foi parar à reciclagem; que não conseguem ver a situação no seu todo; que se indignaram e condenaram; e que se os deixássemos, a linchavam em praça pública.

E aos aldeãos que também não entendem, mas que sabem que este bebé é vítima de outra vítima e têm compaixão por ela, e que estão juntos e solidários nestas situações de desamparo dos "filhos da Aldeia".

Obrigado à pessoa sem-abrigo que heroicamente o salvou.

À pessoa com telefone que ligou para o 112. À equipa do INEM que o resgatou. À equipa do Hospital Dona Estefânia que o vigiou.

Ao Ministério Público e ao DIAP [Departamento de Investigação e Ação Penal] de Lisboa.

À Procuradoria Geral da República.

À Polícia Judiciária por procurar e encontrar a progenitora.

À Comissão de Proteção de Crianças e Jovens e à Maternidade Alfredo da Costa.

Ao Presidente da República por ir cumprimentar o sem-abrigo herói.

Ao Tribunal de Instrução Criminal.

Ao Tribunal de Família e Menores de Lisboa.

Ao Estabelecimento Prisional de Tires.

Ao Instituto de Apoio à Criança (IAC).

À Agência Lusa e todos os órgãos de comunicação social.

Aos jornalistas, operadores de vídeo, aos leitores. Às redes sociais.

A todas as pessoas, vivas ou mortas, que ao longo dos últimos 876 anos, contribuíram para a criação destas entidades e instituições em Portugal.

Tem que haver um grupo de anciã(o)s da Aldeia que equilibra as instrumentalizações que os aldeãos fazem uns dos outros.

Sempre foi preciso uma Aldeia.

E sempre será.

 

Leituras Recomendadas:

24.sapo | Avos e Tios do bebe vivem em Portugal. Futuro ainda incerto

LUSA | Presidente do IAC diz que jovem sem-abrigo não quis matar

VISAO | Abrigos para bebés rejeitados

FACEBOOK | reações dos “aldeãos” à notícia do recém-nascido encontrado no lixo

FACEBOOK | reações à notícia da prisão preventiva da progenitora que pôs o recém-nascido no lixo

EL PAIS | Ciência - Mamíferos - Las hembras también cometen ‘infanticidio’

OBSERVADOR | Educação Sexual. Como se faz. O que resulta.

 

Cenas dos próximos capítulos na Aldeia?

VISAO | Era uma vez um menino - por Teresa Temudo

~o~~o~~o~

06
Nov19

No segredo dos deuses...

Vera Tecla

Não vejo um filme há anos. Telejornais, documentários. Netflix. Nada. 🙁

E não é por que não queira. É porque não consigo.

Tornei-me hipersensível.

Coisas da vida...

Há quem seja intolerante ao glúten. Eu sou intolerante a conteúdos televisivos.

Por isso, quando encontro algum filme que eu possa consumir, sinto-me...

...sinto-me mais « como os outros ». 😊

Hum...Eu sei... devemos ser poucas pessoas nesta situação...tu, eu e mais três ou quatro. Mas aqui estamos!

Por isso, vou-te recomendar um filme que vi DUAS vezes este fim-de-semana! 😃  

Agora, no trabalho, enquanto faço tarefas mais simples ao computador, ponho-me a ouvir as músicas do filme no YouTube e a dançar na cadeira...

Cheia de ALEGRIA!

( Não, não é ALERGIA 🤧🤧, é mesmo ALEGRIA, assim:   :) :) :)  😄😄😄!!! )

De cada vez que vejo o filme, ou oiço as músicas, vou-me apercebendo de mais pormenores e de quão fundo toca  o filme.

Chorei? Claro! 

Ri-me?  Muito!

Uma coisa boa (para mim) é que neste filme não há amores desencontrados. Não há pares.

É tudo solteiro e mais ocupado em descobrir quem se é ou em salvar o mundo ou salvar-se a si próprio.

Acho que, pela primeira vez, prefiro a versão portuguesa à original (inglês).

Todos os personagens estão muito bem dobrados! 

Há uma Avó louca fabulosa e que está MUITÍSSIMO bem no papel. Só hoje descobri quem é.

Aplaudo! 👏 👏👏

Tem cenas HILARIANTES, sobretudo naquelas em que entra o narcísico semi-deus Maui, senhor do vento e do mar.

VAIANA

Já disse.

A sério! Não estou a brincar!

Saiu há quase três anos. Parabéns!

Para mim, foi só este fim-de-semana! Estou feliz!

Obrigada 😊 elenco português!

Leituras recomendadas:

PT | Pedro Bargado | De nada! (música do Maui em "VAIANA")

SAPO | VAIANA pelos atores da versão portuguesa

PUMPKIN | Filme Vaiana Personagens

BR | Saulo Vasconcellos - De nada! (musica do Maui em "MOANA")

Personagem: Ator | Vaiana: Luz Fonseca | Avó: Custódia Gallego | Maui: Pedro Bargado | Chefe da Tribo: Ricardo Monteiro 

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02
Nov19

Castanhas 🌰 e Marmelos

Vera Tecla

Isto da maternidade vem acompanhado de muitas fantasias. Eu sou da cidade, cresci em cidades, numa família sem ligações à terra e só descobri o campo aos 16 anos.

Observação de aves, botas de campo, lama, acampamentos à chuva,  fogueira, violas e cantorias. Conversas com caçadores, identificar pegadas, ir tomar banho à barragem. Medronhos. Adormecer em noites de verao sob o brilho da Via Lactea.

Que saudades.

Continuo na cidade, com sede do campo, e este ano a educadora vem de fora e é do... « Dão »! Maravilha!

Cada criança levou um marmelo. Fizeram marmelada.  E...saiu deliciosa!

Como estou inebriada pelas qualidades desta educadora-coração, mulher-doce-do-Norte, que vem do campo, « fala achim » e é capaz de se rir de si própria, eu quis e quero seguir-lhe os passos.

Pelo que resolvi ir à mercearia do senhor José comprar mais marmelos.

O « senhor » José é um “cota”, como eu. Também se fez doutor. Também trabalhou numa empresa moderna. Em projetos complexos, com gente complexa. E há uns tempos mudou de vida. E fez-nos o favor de abrir a mercearia.

Trouxe de lá mais frutos da época: castanhas 🌰 e dióspiros.

Esta foi a minha primeira marmelada. Fi-la porque faz parte da minha fantasia sobre a maternidade.

Saiu um desastre. Ontem era feriado e na loja mais à mão só havia rapadura biológica...

Fico com a sensação que é mais forte do que o açúcar vulgar. Mas como não encontrei evidência científica avancei como se fossem equivalentes.

Ainda me pus a inventar e a querer aproveitar os caroços para fazer geleia, como vi fazer num post recente do sapo. Nunca darei uma boa cozinheira, porque eu não gosto de provar coisas quentes. E tenho tendência para...aperfeiçoar. 

Por vezes as receitas trazem omissões e abrem espaço a “criatividades”.  Para um principiante “criativo” é uma lotaria.

Ficou demasiado doce. Junta-se aos iogurtes simples.

Passámos às castanhas 🌰: « Tens que as escolher, porque já lhes apanhei um bicho daqueles que faz um furinho e sai pelo outro lado”. Mensagem recebida. 

Quando fui ver eram já uma família de quatro. E a lagarta maior já estava a preparar casulo. 

De modos que aqui estou a inspecionar castanhas. Separando as perfuradas das intactas. E recordando as lições que aprendi na crónica recente de Teresa Temudo na sua quinta.

Agora olho para as minhas castanhas e entendo melhor o que ela quer dizer. Entretenho-me a encaixa-las, aos pares ou trios, nos seus ouriços de origem.

Acho que cozinhar é mais com ele. Disse-me que as prefere assadas no forno.

Ofereço-me para lhes dar o golpe. E vou comer os dióspiros.

Leituras sugeridas:

VISAO | Sim, Talvez e Nunca mais - Teresa Temudo

SAPO | My Kitchen Blog | Sabores da minha cozinha - Geleia de Marmelo - Margarida

 

02
Nov19

Vocês dos Destaques estão a dar comigo em doida!

Vera Tecla

Eu não tenho vida pra isto!

Vocês estão a pôr-me louca!

Três Destaques em quinze dias?

Mas o que é isto???

Eu não escrevo assim tão bem!

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Certo...o outro não foi um destaque. Foi direto para a página principal do SAPO, a 19/10/2019 a propósito do tema bullying (do meu AssertivaMente).

Ainda por cima, logo ao lado de grandes nomes da vossa blogosfera como o gonn1000, a Diário de Fuga e os Delito De Opinião.

Eu assim não aguento. É muita pressao.

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E agora, por causa dos vossos Destaques,  tenho que ter mais cuidado com o que escrevo.

Porque uma coisa é escrever para mim.

Outra coisa é escrever para os outros. 

Da primeira vez, fui completamente apanhada de surpresa. Escrevi o estilo da Maria Roma nas viagens de metro para o trabalho.

Nessa semana, tinha-me comprometido, com uma consultora de imagem, comprar os items de uma lista de musts que eu temia.  Nao me apetecia nada. E não via nada com que me identificasse.

Sentia-me fora deste mundo...que usa a ponta da camisola, meio que acidentalmente, entalada no cós da calça.

Sendo que, não pode ser um acidentalmente qualquer.

Tem que ser um acidentalmente mesmo à séria, mas que caia acidentalmente...BEM.

Para além do mais, eu nem tenho bem a certeza se "cós" é a palavra certa, e também não tenho tempo para ir investigar isso agora.  Estão a ver o que vocês me arranjaram?

Empurrei o encontro para 11 de outubro, com a vaga esperança que, por algum milagre, as coisas que faltavam (partes de cima, debaixo, sapatos, malas, cintos, colares, pulseiras e brincos) me aparecessem em casa, sem eu ter que mexer uma palha.          Estranhamente, isso não aconteceu.

Mas como tínhamos combinado e somos mulheres de palavra...lá nos juntamos e fizemos os conjuntos possíveis com acessórios imaginários...

Assunto fechado. Convidei-o para almoçar e...mostrei-lhe o texto. Leu em silêncio, à minha frente. A certa altura vi-o sorrir. E pronto! Fiquei feliz! Porque escrever o estilo da Maria Roma deu-me muito gozo.

Quando escrevo, entro em fluxo. Além, do mais ele gostou!  

Que bom 😀  e sensação de realização. Cinco estrelas!        Ainda vocês estavam longe de aparecer por aqui...

Entretanto , como ele gostou, eu resolvi mostrar à minha Mãe. Mas com muitas recomendações de não andar a mostrar a ninguém. Porque ela é como são as Mães: umas caixas de amplificação dos espirros e suspiros das suas crias. "Eu gostei da leveza com que escreveste, minha filha! Gosto de te sentir assim...LEVE.”

E pronto, sabia que eles tinham gostado sinceramente.

E eu também! E estava tudo bem.

Até que...domingo à noite, notei que estava nos Destaques...há 14 horas?

E na página principal do SAPO também... Eh lá!  

Fui-lhe mostrar: E ele sorriu: “Ah...mas que bem.”

Achei muito estranho. Teria sido coisa da minha mãe? “Juro que não mostrei nada a ninguém! Eu só li ao Zé, mas nem lhe disse de quem era! Ele ouviu o texto e disse que pensava a mesma coisa. Foi só isso! Mas porquê? O que é que fiz agora, Vera?"

Não dormi grande coisa.

Qual era o significado do destaque? Porquê aquele destaque? 

As pessoas, se calhar iam à procura de dicas de estilo e pimba!...levavam comigo! Coitadas!

Fui às estatísticas.

Se eu soubesse que era para tanta gente ler tinha tido mais cuidado na forma e no conteúdo...

Devo ter ido às estatísticas tantas vezes, que comecei a notar em pormenores.  Como a opção "mostrar mais"...

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O que me levou a outra descoberta surpreendente...mas porque é que alguém me estava a ler no Congo - Brazzaville???

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Uma coisa minha estava a ser lida no mundo inteiro! UAU!!! Mas então porque é que eu não estava em êxtase?

Ainda não sabia. Mas vim a descobrir.

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