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Vã Idade

Gaveta para texto típicos da idade: (va)idade, (in)genuidade, (in)felicidade, (i)maturidade e...

Gaveta para texto típicos da idade: (va)idade, (in)genuidade, (in)felicidade, (i)maturidade e...

Vã Idade

31
Out19

Quem procura sempre encontra o que NÃO quer!

Vera Tecla

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Imagem: the new york times 

Convenci-me de que tinha encontrado quem me iria conseguir esclarecer sobre a RAIVA.

De entre outras palestras interessantes, eu tinha começado a estudar o "Don't bite the hook" da Pema Chodron, que me pareceu muito aprofundado e consistente.

Acabo de ver a entrevista da Oprah à Pema Chodron, a propósito do seu novo livro.

Fiquei a saber que a Pema, há 15 anos atrás, tendo recebido um (pedido de ajuda) queixa de violação de uma jovem de um centro de meditação budista, terá IGNORADO a queixa e respondido:

"I don't believe you. And if it is true, I suspect you were into it."

[tradução: "Eu não acredito em ti. E se é verdade, eu acho que foi porque tu também quiseste."]

Oh Pema!                        

Partiste-me o coração.

Como é possivel teres sido tão cega? Tão fria? Tão brutal?

Depois da primeira violência sobre a vítima, tu foste a segunda a violenta-la.

Com a tua desproteção e descrença.

Com as tuas palavras!

Como, de resto, tantas vezes acontece nestas situações...

Estou zangada contigo. Desolada. Desiludida.

Tão triste.

Num segundo momento da entrevista, dirigiste o teu discurso para como é errado rotular-se e diabolizar-se alguém, pois tudo é impermanente e as pessoas mudam.

Será?    O Universo tem Constantes...

Disponibilizaste-te para falar com a vítima, 15 anos depois. Mas fico com a sensação que foi puro cumprimento de um dever moral. Desprovido, contudo de arrependimento genuíno. Quase como se lhe estivesses a fazer...um favor.

Por que na realidade, tu não queres acreditar que o velho que tu conheces desde jovem seja o abusador que efetivamente é.  Estás em negação? Assim, parece.

Não queres acreditar que te enganaste. Que aquele homem “divino”, “reincarnaçao de homens sábios”, tenha de fato sido capaz de fazer mal a alguém.

No fundo, acreditas que... a culpa é delas. Que elas é que o provocaram. E que depois...sabe-se lá a troco de que vantagens, se quiseram ir queixar.

E isto é o que assisto também, no discurso de muitas mulheres diferenciadas aqui em Portugal.

Pema, com tanta meditação já deverias ser mais elevada nas tuas ações. 

Escrever e fazer palestras é fácil.

Mas o propósito da vida que escolheste seria demonstrar que a prática da meditação permite aceder a um lugar de maior clareza mental.

A partir do qual podemos exercer as nossas escolhas, em verdadeira liberdade. Em vez de re-agir apenas, em modo automatico, ir-refletidamente.

Tu escolheste, em verdadeira liberdade, rejeitar um pedido de ajuda de uma mulher?

Tu escolheste, em verdadeira liberdade, acreditar que ele (o filho do teu amigo) vai mudar?

Pois eu vi-te a não ouvir. A não querer ouvir, mais uma vez.

E só te calaste e reconheceste que não estavas a ouvir porque a Oprah, também ela vítima de abuso, to fez notar.

Fez-te notar que agora não é tempo de andar a fazer festinhas no agressor, coitadinho.

Mas de cuidar das VÍTIMAS, porra!

Quais religião, quais meditação, quais iluminação.

É a lei do mais forte!

 

Oprah's interview:   https://youtu.be/d8_ZKUQFFMg

 

https://www.nytimes.com/2018/07/11/nyregion/shambhala-sexual-misconduct.html

https://m.facebook.com/Shambhala.org/posts/the-kalapa-council-would-like-to-share-an-important-message-with-the-worldwide-s/1999897840264640/

https://www.lionsroar.com/kusung-letter-sakyong-mipham-abuse-misconduct/

https://www.lionsroar.com/pema-chodron-apologizes-for-dismissing-allegation-of-sexual-assault-from-young-woman/

Leitura sugerida:

VISAO | Entrevista Isabel Ventura: “Não vamos infantilizar homens e mulheres, achando que os homens, coitados, não percebem a diferença entre assédio e sedução”

 

26
Out19

Existem pessoas más? 👿

Vera Tecla

Existem!

Critérios? 

É muito simples: são pessoas que não sentem ligação aos outros. Elas fingem sentir. Fazem de conta que sentem, mas na verdade não querem nem saber.

E há uma coisa que esse tipo de pessoas não sente mesmo: CULPA.

Outra característica é dar sinais de PRAZER perante o sofrimento do outro.

Têm tanto prazer no sofrimento alheio que procuram ativamente uma presa à sua medida para obter essa descarga de dopamina.

Em suma:

são PESSOAS  (miúdos e graúdos) que inflingem dor noutra pessoa PROPOSITADAMENTE  +  obtêm prazer em executar o acto +  desfrutam do sofrimento expresso pela vítima.

Simplista? Erróneo?

É possível. Mas existem e eu quero-as longe! À distância.

Isto vem a propósito das minhas leituras  e reflexões mais recentes e ainda dos vossos comentários sobre bullying.

Mas também do que me venho apercebendo por trabalhar há demasiados anos na mesma empresa / escritório. 

E acabando nos caucasianos capazes de congelarem asiáticos num camião-frigorífico.

O Mal existe. E não há que ter Medo!

Desde que saibamos que existe é meio caminho andado.

Pior mesmo é não termos sabido cedo na vida. 

E agora, para exorcizar este Mal, vou mencionar umas quantas PESSOAS DO BEM que existiRAM e não me deixam perder a força e a CRENÇA em parte da Humanidade:

NELSON MANDELA

OSKAR SCHINDLER

MAHATMA GANDHI

ÉMILE ZATOPEK

ABRAHAM LINCOLN

GIOVANNI FALCONE

ERNESTO GUEVARA

CALOUSTE GULBENKIAN

Joannes Chrysostomus Wolfgangus Theophilus MOZART

WALT DISNEY

CHARLIE CHAPLIN

OLAV V DA NORUEGA

DAVID LIVINGSTONE

THEO VAN GOGH (sim, o irmão)

ARISTIDES DE SOUSA MENDES

ELIZABETH KENNY

WINNIE MADIKIZELA-MANDELA

...

(Já estou mais em paz)

(Acabo de descobrir uma alternativa a contar carneirinhos. Pensar nas pessoas boas que existem e existiram descontraiu-me e pôs-me em PAZ...

😴😴

 

~~~~o~~~~

Leituras informativas:

https://lifestyle.sapo.pt/saude/saude-e-medicina/artigos/10-caracteristicas-dos-psicopatas

11
Out19

O estilo de Maria Roma

Vera Tecla

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Atualmente ando com dificuldade em identificar-me com um estilo. Já estou entradota...uma “jovem entradota”... E não vejo nada com que me identifique. E vejo as mulheres todas muito de igual. Têm todas as unhas não sei quê, os cabelos lisos e corte entre o maxilar e o ombro ( “bob”?). Os saltos altos. O blazer. Os ténis de marca. As pestanas postiças e carradas de base. O relógio-jóia e as argolas na orelha. Um ar empertigado ou um ar de “vem-me comer”.

Não me diz muito...

E então ando “sem estilo”. O que é ainda pior!?!

Não me revejo nas influencers, que se influenciam umas às outras. Nem me revejo nas Meghan Markle, nas Jennifer Lopez,  nas Jordanias, nem nas de Espanha, nem nas Britânicas.

Mas...esta manhã vi um estilo de que gostei. Quis saber mais. Percebi que é uma escritora, mas não posso dizer à minha avó que não sei quem é (“Ai meu Deus, esta juventude é tão ignorante.” )

E, por isso, sem “pré-conceitos”, sem saber nada sobre ela (okay, quase-nada) escolhi-a.

E é tão bom assim!

Eu não quero saber nada!

Se souber alguma coisa eu hei-de lhe arranjar um defeito qualquer, uma diferença ideológica ou de caráter, e lá fico sem musa outra vez.

Eu gostei desta e ainda não percebi porquê. Mas para mim tem classe. Desperta-me interesse. Não sei explicar.

Óculos? Check!

Joias? Check!

Tons? Check!

Mas o que eu acho que me cativou no estilo foi...o sorriso. A postura.

A felicidade!

E o amor?

Vá não me contem que eu não quero saber. Eu gosto disto assim.

Apenas o que os meus olhos vêem na capa de uma revista. Sem mais.

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